SPFW Day4 – Recuperando o tempo perdido

Ok, demorei mas estou aqui, com força e coragem, continuando a sagaaaa da SPFW. Espero que na próxima temporada eu seja paga para isso! =P Mas enquanto não sou, com muito amor no coração e paciência no Photoshop a gente continua:

O dia começou ao meio-dia com o desfile do Reinaldo Lourenço. O horário é bom, por que ninguém acorda antes disso mesmo.

Foi tudo bem bonito, o Reinaldo fez uma coleção inspirada em porcelanato, coisa finnnna. Segundo o estilista, branco é o novo preto, por isso ele trabalhou bastante com a cor, com transparências, indo para um amarelo bem clarinho ou um ouro, e usando as vezes azul e vermelho em vestidos super impactantes. Foi um trabalho lindo, assim como do Herchcovitch masculino, que meio que vai além do gosto pessoal de cada um.
Além disso, como sempre, o Reinaldo continua com sua parceria com a Risqué e usou esmaltes exclusivos na passarela. A maioria das cores poderá ser comprada nas lojas á partir de agosto. Eu vou correndo no azul, por que não aguento mais usar rosa e vermelho.
Será que rola um efeitinho Blue Satin, igual da Chanel? Com certeza vou testar umas misturinhas.

Depois disso teve o desfile da Cavalera. Fiz um videozinho sobre ele, vou subir depois, então deixo o desfile pra depois e vamos pro próóximo, ele, Herchcovitch, agora feminino.

Posso falar? Alê, te amo do fundinho do meu frágil coração fashionista, mas não tá mais rolando. Sabe, não é você, sou eu!
Foi tudo bem feito, como sempre, e o Alê passou por vários problemas com a marca dele, com a possível venda para um grupo textil e depois a entornada de toda negociação, quem é do mundinho sabe (ou se não sabe, lê aqui), mas já faz um tempo que eu não sinto mais aquela coisa de “quero-isso-jáááá” quando vejo os desfiles dele.
Dessa vez, gostei da estamparia dos vestidinhos e dos tecidos levinhos, mas quero saber o que ele quis dizer com esses frufrus colocados em locais estratégicos de suas modelos. Fiquei meio assim.

Seguindo Alexandre, veio a estilista portuguesa Anabela (ou Ana Bela?) Baldaque. Depois de escutar a entrevista dela, todo mundo ficou fazendo sotaquinho portugues, uma coisa meio contagiante. Há.
Mas ninguém empolgou com o desfile dela. Na verdade, nenhuma das high editoras de moda foram ver o desfile, todo mundo mandou os estagiários, que por sua vez também nem foram, fizeram um esqueminha faculdade e copiaram do povo que foi alguns comentários.
Eu gostei, achei limpo o desfile. De tudo, gostei desse tecido, que a estilista disse ser uma “seda metalizada”.

Ai veio OESTUDIO.
Eles dividiram o desfile em quatro blocos, com uma bandinha tocando ao vivo no Wii (sim, aquele joguinho de video game que você têm que se movimentar para jogar), e falavam de saudades, e de tecnologia, e integraram multimídia com sua apresentação, trazendo uma mochila-propaganda-carregável, e no fim rolou um neon.
Uhum. Eu sei que você não está entendendo nada, mas pra mim foi exatamente isso: um monte de coisas experimentaizinhas, muita muita informação e as roupas? Sei lá, elas deviam estar ali, em algum lugar, por trás de alguma das muitas idéias que eles quizeram passar.

De tudo, só prestei atenção na bolsa vermelha.

Já tá acabando? Ainda não.
Ainda tinha Água de Coco, que tipos, eu não sou muito especialista em moda praia e já estou ficando meio injuriada de tanta marca moda-praia.
Na minha modesta opinião, acho que deviam separar a Rio Fashio e a SPFW (oohh, sim. Eu sou uma das pessoas a favor disso), e talvez toda moda praia devia ficar no Rio, num evento especial e voltado pra isso.

Sabe, nesse momento começou a me dar uma canseira. Uma sensação de já ter visto tudo, do dia não estar trazendo nada novo. Depois de uma certa altura, o desfile até me empolgou um pouco mais, com alguns cortes bacanas e tecidos lindos, como esse listradão. Mas eu já tinha visto outros desfiles, e a Leny levou meu coração, mesmo não gostando de moda praia. Seus modelos estão bem melhores, por isso, não compro mais nenhum.

Achei que o dia já tinha acabado, mas não. Lá estava a Neon, esperando pra fechar o dia.
Pelo menos foi divertido. A Neon sempre trás estampas grandiosas, roupas que parecem flutuar, feita pra gente que quer chegar chegando em qualquer lugar. É a cara de seus dois estilistas, Dudu Bertholini e Rita Comparato, como dá pra ver na foto.

E teve comoçãozinha por causa das entradas top less.
As vezes acho que o povo da moda é meio demodê né? Que que tem a mulher com o peitinho de fora?

E já acabou?
Não. Coragem. Essa foi só a sexta feira, que geralmente é o dia que você agradece á Deus por existir, mas não na SPFW. Ainda teria mais três dias pela frente, e muiiita coragem.

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